terça-feira, 29 de dezembro de 2020

Destaque do SOLAR DE POETAS

DO SOLAR DE POETAS Esta Semana Destacamos

Decidimos destacar cada semana um poema dentre os que foram publicados nesse

período. José Sepúlveda

Assim, esta semana a Administração escolheu o poema de Daniel Braga, publicado dia

25 de Dezembro, com o título: Contradição


CONTRADIÇÃO

Um aperto no coração

A dúvida paira no ar

E a dor? Talvez consolação...

Ou será explicação?

Não! Decididamente não!

Nas letras da palavra amar

A solução

De um tempo de negação

Salvo-conduto para a emoção

Para que aconteça a paixão

Daí a contradição

Fazer parte da composição

Peças puzzle da felicidade

Réstia de esperança e fervor

No ardor dos corpos, a serenidade

Sentido infinito do amor

E no auge da celebração

A ternura e o desejo

Asas aladas do ensejo

De amar mesmo em contradição


Daniel Braga

25 dezembro 2020 



domingo, 27 de dezembro de 2020

E-book_Gente que sente



Gente que sente 

Contradição

 CONTRADIÇÃO


Um aperto no coraçao
A dúvida paira no ar
E a dor? Talvez consolação...
Ou será explicação?
Não! Decididamente não!
Nas letras da palavra amar
A solução
De um tempo de negação
Salvo-conduto para a emoção
Para que aconteça a paixão
Daí a contradição
Fazer parte da composição
Peças puzzle da felicidade
Réstia de esperança e fervor
No ardor dos corpos, a serenidade
Sentido infinito do amor
E no auge da celebração
A ternura e o desejo
Asas aladas do ensejo
De amar mesmo em contradição


Daniel Braga
dezembro 2020


Natal felicidade

NATAL FELICIDADE


Luzes cintilantes
Música celestial
Tempos alucinantes
Correria infernal
.
Prendas e prendinhas
Um esquecimento trivial
Família, amigos e amiguinhas
Ninguém pode levar a mal
.
Nas ruas o colorido
De um tempo diferente
Para que seja banido
Esse medo permanente
.
Para lares e hospitais
A prioridade e perseverança
Mas de coisas materiais
Vai a primeira lembrança
.
Esta época tão bonita
É feita de gente capaz
Na pandemia maldita
Haja harmonia e paz
.
Para que tudo fique bem
E em família aquietados
Lembremo-nos dos outros também
Dos que sofrem silenciados
.
Porque Natal é irmandade
É cor, reflexão e amor
Façamos da felicidade
Um ato de profundo fervor


Daniel Braga
dezembro 2020

(imagem da net)



segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

Um Natal de desafetos

UM NATAL DE DESAFETOS

Lembremo-nos deles. Nada pedem, nada exigem. Apenas sofrem em silêncio.Porque a rua é o seu maior afeto e o seu lento desamor à vida. É simultaneamente um portaretratos, transmissor de tudo aquilo que não pediram e para o qual se conduziram ou foram conduzidos, num desfilar de imagens de desalento, falta de amor próprio, vergonha e desapego pela vida que se vai esvaindo a cada minuto que passa. Imagens distorcidas de um passado que se foi e um presente que se vive. Dolorosamente num silêncio que incomoda e constrange. No frio da calçada, em mantas andrajosas e mal cheirosas, num qualquer vão de escada, vão deixando uma peugada de incómodo e inquietação a quem passa e se apercebe. Outros indiferentes continuam o seu caminho encolhendo os ombros e desparecendo incógnitos no meio da multidão. Mas há os que se preocupam e procuram ajudar. Porque o Natal deve ser vivido todos os dias e diariamente nos devemos lembrar, na opulência do nosso conforto e bem-estar, que para uns tantos o Natal não é mais do que uma montra de desafetos, de desilusões e de vãs esperanças, vivido no chão frio de uma qualquer esquina, ao relento e no desconforto de uma vida que já o não é e para o qual não conseguem descortinar a luz da esperança no retorno ao direito de condignamente poderem viver sem o estigma da indiferença , da humilhação e da segregação social.

Daniel Braga


sábado, 19 de dezembro de 2020

Soa a invernia

 UMA IMAGEM... MIL SORRISOS

(Grupo Sorrisos Nossos/Facebook)

https://www.facebook.com/groups/sorrisosnossos


SOA A INVERNIA

Paisagens dilaceradas

Árvores caídas

Expressões amedrontadas

Lágrimas escorridas


Sons que atordoam

Vibrações de assustar

Nuvens escurecidas

O vento a uivar


Barulho ensurdecedor

Uma imagem receada

Na cidade, o tremor

Da tempestade anunciada


Abruptamente a acalmia

De um tempo amargurado

E o sol brilhou aprimorado

Passou a invernia!


Daniel Braga





Letras ao Vento - Coletânea

LETRAS AO VENTO (Coletânea)

Edições  "O Declamador"

Mais uma participação. Com 3 (três) poemas:

- Silêncios cumpliciados

- Momentos

- Sonho


NOTA: No LETRAS AO VENTO há um erro no título do meu primeiro poema.

Onde está "Silêncios complicados" deve ler-se "Silêncios cumpliciados"

SILÊNCIOS CUMPLICIADOS

Corpos entrelaçados
Num estertor apaziguador
Suspiros relaxados
Amantes em ardor
Rostos acarinhados
Olhares de um profundo amor
Sorrisos deliciados
Em tons amargurados
Esgares de ternura silenciados
Profundamente amados
Na alegria dos corpos suados
Alimentados,sedentos e realizados
Corpos suavemente colados
Odores em tons apimentados
Coloridos de amores inventados
Em pautas de poesia recitados
Palavras e gestos cantados
Cânticos em nós transformados
Amores outrora sublimados
Épicas sensações de poemas versejados
Em noites de silêncios cumpliciados


Daniel Braga
julho de 2020

Criatividade sem Limites 2020 _ Livro Aberto _Rádio Voz de Alenquer

E-book

107 autores

712 textos / poemas

Arlette Alves De Sousa Pereira A Pedro Vargas Acácio costa Adelaide Silva Alberto Cuddel Alexandre Norte Alice Cordeiro Aline Brandt Ana Acto Ana Coelho Ana Júlia Ana Landeiro Ferreira Ana Marta Ana Mendes Ana P Salgado MR Ana Ramos Ana Rigstad André Gomes Ângela Caboz António Fadigas Armindo Gonçalves Armindo Loureiro Beatriz Tavares Brazídio César Bruno Rodrigues Carla Félix Carla Pimenta Carlos Alberto Paiva Catarina Valadão Cecília Dias Gomes Cecília Pestana Cláudia Carola Cláudia Filippo Conceição Cotrim Cris Anvago Da Rocha Ejrc Daniel Braga Diogo Alves Dulcí Ferreira Edgardo Xavier Eugénia Martins Fátima Paredes Fatinha do Barreiro Filipe Santos Filomena Fadigas Florbela Lourenço Florinda Dias Francisco de Campos Francisco de Pina Queiroz Gabriela Rangel Georgina Caçador Germosina Pinela Gleidson Dantas Graça Canhão Horácio Almeida Irene Matias IsildAires Joana Vala João Dórdio João Raimundo Gonçalves Jorge Manuel Ramos José António Antunes José António de Carvalho José Carlos Moutinho Lídia Palminha Lina Sales Litas Ricardo Lúcia de Verona Lucy Galhardo Ludovina Dias Luísa Carriço Luísa Gavino m. assunção Manuela Diniz Maria Antonieta Oliveira Maria Batista Maria Cabana Maria de Castro Caiado Ferrão Maria de Lurdes Duarte Maria do Rosário de Freitas Maria Guimarães Maria Magueijo Maria Silvéria dos Mártires Marília Marques Nuno Tiago Paulo Pedro Pedro Carramão Pedro Ventura Rafael Matias Rosa Flor Rosa Maria Rosário Pedroso Ruth Collaço Sandra Ramos Sandra Silva Sofia Frade Sónia Costa Rodrigues Sónia Fernandes Susana Nunes Teolinda Marreiro Teresa Lino Vicente Tita Leal Vallda Vanda Garcês Vítor Duarte Sandra Isabel Pereira




domingo, 13 de dezembro de 2020

Quando o Menino chegar (e-book de Natal)

E-book de Natal 

(Solar de Poetas)




Diplomas de participação



Mais duas belas iniciativas reconhecidas.
Em prol da poesia:

QUANDO O MENINO CHEGAR (Solar de Poetas)
- Natal sem sorrisos
- Natal, sempre natal
- À lareira me confesso

UNIVERSO POÉTICO (Edições "o Declamador")
- Saber amar
- O vento que embala a saudade
- Sussurros






 

Universo Poético_coletânea de poesia

Universo Poético. Edições " O Declamador. 3 poemas:

- Saber Amar

- O vento que embala a saudade

- Sussurros

Os meus sentires da alma.





Lugares e Palavras de Natal_evento online

E assim decorreu o lançamento de Lugares e Palavras de Natal 2020.
Feliz Natal para todos!
8/12/2020



 

sábado, 12 de dezembro de 2020

Perdem-se os sorrisos

PERDEM-SE OS SORRISOS


Perdem-se os sorrisos
Existe o brilho no olhar
Afetos tamanhos e precisos
Abraços intensos para dar

Olhares que mostram rara beleza
Expressões de grande serenidade
Tempos de dor e tristeza
Corações de muita bondade

Outrora, sorrisos que encantam
Caem, nos rostos tristes e perdidos
Lágrimas que sentem e se emocionam
Soletram-se palavras em tons desmedidos

Idos os tempos angustiados
De momentos que importa esquecer
Voltam os sorrisos enamorados
De gente que quer tornar a viver


Daniel Braga
dezembro 2020








Saber amar


 

SABER AMAR


Esperanças renovadas

Feridas rasgadas

Na alma expurgadas

Floresce o tempo amar

Pétalas de sentimento a transbordar

Palavras ternas subestimadas

Tempo de um tempo de doar

De escutar e de sonhar

Para juntos podermos caminhar

No brilho das estrelas e do luar

Um tempo de fantasiar

De olhar e de louvar

Um tempo que se aprende

A sorrir e escutar

Poesia que se desprende

E se repete indefinidamente

O murmúrio suave 

De um coração que sente

No florir e desabrochar

No amar diferente

Profundamente

Duas palavras somente

Que rimam nos silêncios

De uma paixão ardente

"Saber amar" 



Daniel Braga

Maio de 2020

Os poemas de Natal de Torga

 

Vinte e tal poemas explicitamente assinalados sobre o Natal e referidos ao longo dos últimos cinquenta anos da vida do poeta (Natal de 1940 - Natal de 1991). Escolhidos apenas cinco.

XVI volumes do Diário  de Miguel Torga  / Cancioneiro de Natal

Loa

É nesta mesma lareira,
E aquecido ao mesmo lume,
Que confesso a minha inveja
De mortal
Sem remissão
Por esse dom natural,
Ou divina condição,
De renascer cada ano,
Nu, inocente e humano
Como a fé te imaginou,
Menino Jesus igual
Ao do Natal
Que passou.

S. Martinho da Anta, 24 de Dezembro de 1969.

Natal

Todos os anos, nesta data exacta,
Momentos antes
De fechar o cartório
De poeta
— Um registo civil ultra-real —,
O mago desse arquivo de presságios
Regista de antemão o mesmo nome
No seu livro de assentos:
— Jesus… — repete com melancolia,
A consumar a morte prematura
Do nascituro,
E a lamentar que a mãe, Virgem Maria,
Humana criatura,
Continue a ter filhos no futuro
Condenados à mesma desventura.

S. Martinho da Anta, 24 de Dezembro de 1973.

 Natal

Soa a palavra nos sinos,
E que tropel nos sentidos,
Que vendaval de emoções!
Natal de quantos meninos
Em nudez foram paridos
Num presépio de ilusões.

Natal da fraternidade
Solenemente jurada
Num contraponto em surdina.
A imagem da humanidade
Terrenamente nevada
Dum halo de luz divina.

Natal do que prometeu,
Só bonito na lembrança.
Natal que aos poucos morreu
No coração da criança,
Porque a vida aconteceu
Sem nenhuma semelhança.

Coimbra, Natal de 1974.

 Natal

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
Que nasceu.
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Coimbra, 25 de Dezembro de 1983.

 Natal

Menino Jesus feliz
Que não cresceste
Nestes oitenta anos!
Que não tiveste
Os desenganos
Que eu tive
De ser homem,
E continuas criança
Nos meus versos
De saudade
Do presépio
Em que também nasci,
E onde me vejo sempre igual a ti.

Coimbra, 24 de Dezembro de 1988.



Corro

CORRO Corro... Corro desenfreado Medo? Desejo? Fuga? Não! Amores desatinados Sentimento ousado Anseios perpetuados De uma loucura vã Corr...