sexta-feira, 7 de janeiro de 2022

Brumas do vento - TOCA A ESCREVER

AQUI 


Imperfeito

 IMPERFEITO

Não sou obra do acaso
Pueril destino feito de sonhos
Sou filho imperfeito mas não fracasso
De vidas com futuros risonhos

Sou gente nascida de amores moldados
Com pinceladas de ternura desmedida
Em telas criadas, olhares fixados
Pensamentos difusos de uma paixão sofrida

Nos amores fugidios de ilusões perdidas
O sentir da alma em corações apaixonados
Improváveis elos de emoções feridas
Sonetos e versos de sonhos realizados

Formas inacabadas e fugazes desarmonias
Desejos intensos de coloridos magoados
Feitos de poesia em rimas doridas
Sinais de um tempo outrora sublimados


Daniel Braga
Outubro 2021
©Todos os direitos reservados



quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Escuto o silêncio

 ESCUTO O SILÊNCIO

Escuto
Não vejo
Oiço
Palavras
Murmuradas
Balbuciadas
No estertor
Dos silêncios...
Amargurados
Os sonhos
Em mar revolto
Em uma dor
Sentida
Ferida
Expurgada
Violentada
Na alma
O doce
Sentimento
De vazios
Que se espelham
E apaziguam
Pensamentos
Que o silêncio
E o tempo
Fazem esquecer
E perdoar

Daniel Braga
Setembro 2021


Sombras

 SOMBRAS


Sombras desenhadas na calçada
Noites quentes sem luar
Espaços percorridos na passada
Nos silêncios que pairam no ar

Pensamentos que se atravessam na alma
Em memórias breves e sentidas
Ternos momentos de saudade e calma
Que brotam de formas tristes e doridas

Continuam silenciosas as caminhadas
Ouvem-se as batidas da Natureza
No chão, sombras negras recortadas
Vozes caladas com emoção e beleza

Percorridas as ruas da saudade
As sombras esvaem-se por encanto
Retornam-se os quotidianos da cidade
Em lágrimas de amor e em pranto


Daniel Braga
Outubro 2021

quarta-feira, 4 de agosto de 2021

Por Caminhos Lusófonos

Por Caminhos Lusófonos

Mais uma coletânea participada. Aplausos, muitos, por toda uma causa de divulgação da poesia e da arte em geral. E palmas para todos nós que continuamos firmes e motivados neste trilho em prol do património poético. Uma travessia de grande qualidade e colorido intenso nesta obra que a todos enche de prazer e satisfação.







A Deliciosa Solidão dos Anos de Maturidade

 A Deliciosa Solidão dos Anos de Maturidade

O que é significativo na existência de cada um é algo de que dificilmente temos consciência e não deve seguramente incomodar os outros. O que sabe um peixe acerca da água na qual nada durante toda a vida?
A amargura e a doçura vêm do exterior, as dificuldades do interior, dos nossos próprios esforços. Na maior parte das vezes faço as coisas que a minha própria natureza me compele a fazer. É embaraçador ganhar tanto respeito e amor por isso. Também me foram atiradas setas de ódio, mas nunca me atingiram, porque de algum modo pertencem a outro mundo, com o qual não tenho qualquer tipo de ligação.
Vivo naquela solidão que é penosa na juventude, mas deliciosa nos anos de maturidade.

Albert Einstein, in 'Out Of My Later Years'
Albert Einstein (imagem da net)



Estados d 'Alma_sonhos de verão

Sonhos de verão, momentos de saudade. Uma vida que se esvai no contra-ciclo do tempo. Amar a vida, doar e sonhar, ingredientes belos na cápsula do tempo.
(imagem da net)



Brisas de Primavera

 Brisas de Primavera

Uma coletânea de vários autores. Mais uma participação. Com poesia dentro do coração e alma desperta para o sentimento. Poesia, um ato profundo de doar e de amar.
Edições "O Declamador"





quarta-feira, 7 de julho de 2021

Brumas do vento

 BRUMAS DO VENTO


O tempo voa nas brumas do vento
E o vento sopra ao longo das memórias
E das memórias constroem-se pensamentos
Em pequenos puzzles cheios de histórias
Recortes de vivências com significado
No tempo e à medida que o vento sopra
As memórias esvoaçam alimentando a alma
Como leves penas de recordações e emoções
Saudades de um tempo que não volta
Ficam as mágoas e alegrias revisitadas
Puzzles recortados, imagens com lágrimas
Momentos de um tempo que se esvai
Espólio marcado por sensações sublimes
Um amor que se fortalece no tempo que passa

Daniel Braga
Junho 2021

(imagem da net)


Celas solitárias

 CELAS SOLITÁRIAS


Pensamentos em grilhetas silenciadas
Poemas de sofrimento e solidão
Almas em prisões amarguradas
Sentimentos pronunciados de desilusão

Celas solitárias de sonhos amordaçados
Em imagens e telas em tons descoloridos
Arco-íris de emoções e olhares variados
Libertam-se ilusões de pesadelos sofridos

Fundem-se afetos e alegrias desmedidas
Elos de união de amores despedaçados
Ecoam as boas novas de liberdade contidas
Poemas que se renovam em sonetos transfigurados


Daniel Braga
Junho 2021

(imagem da net)


Brumas do vento - TOCA A ESCREVER

AQUI